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quarta-feira, 11 de julho de 2012

O que eu mais acho digno na dança é que ela 'desmascara' as pessoas. A dança tem esse poder. Ela mostra quem realmente você é! E é por isso que eu amo mais ainda a dança do ventre, porque não estou aqui brincando de dançar. A dança do ventre é a minha essência. Se você quer saber quem eu sou, a dança do ventre responde por mim. Responde puramente. Está longe de ser um hobby. Hoje eu fui apresentar, e quando eu estava voltando pra casa eu vi e pensei sobre a reação das pessoas. Assim que eu cheguei no local, um cigano me desprezou, me rejeitou. Eu o cumprimentei, e pra ele com certeza foi um sacrifício me cumprimentar. Eu percebi o quão a minha simples presença o estava incomodando. Preconceito é uma merda. Azar dele. Em contrapartida conheci um jornalista muito gente fina, bem humorado, que veio puxando papo comigo. Totalmente diferente. Enfim, foram dois extremos. Cada um é um. Eu sei que eu sou provocativo, mas é exatamente este que eu sou. E eu não tenho medo. Sou um artista que luta pela liberdade, pela diversidade, pelo respeito, pela consciência, pela arte e pela tolerância. Tenho orgulho de ser assim, de ser quem eu sou. Graças a Deus. Eu jamais aceitaria ser mais um, eu nunca seria. Por que? Porque pra mim existe muita merda neste mundo, e eu quero lutar! Eu quero lutar, e eu luto por um mundo melhor, sendo quem eu sou.

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